Eu
não sou de fazer resenhas de filmes e livros, mas assisti um filme
que me deixou... satisfeito de ter assistido. Sabe, quando você vai
ao cinema e fica feliz por ter pago o ingresso de um filme que te fez
ver uma obra de arte. Foi assim que eu me senti quando vi o filme
Cavalo de Guerra.
Eu
tenho a mania de ver filmes, não pela atuação dos atores ou se ele
tem efeitos especiais ou não. Eu presto a atenção na montagem
estrutural da história, nos diálogos dos personagens, nas paisagens
em que se passa o enredo. Também verifico o peso da emoção, que o
filme vai proporcionar. E o Cavalo de Guerra conseguiu
transmitir tudo que eu precisava, para dizer que foi bem montado.
As
cenas bem trabalhadas e nada forçada, fez do cavalo e de seu dono o
centro das atenções. A essência da amizade através das fronteiras
e dos anos, deu um charme todo especial ao filme. Um filme de amor
pleno, sem casal se beijando, mas tocante em seu ser. Um rapaz e um
animal sofridos pelo destino da guerra. Porém, este mesmo destino os
uniu pelas mãos de estranhos, que reconheceram o elo forte que os
atraíam.
Fora
a flamula do pai do rapaz, que fez identificar a amizade deles até
quando estavam quase se separando de vez. Deu um toque a mais no
fechamento do filme.
Um
belíssima película para assistir no sossego do lar e esquecer um
pouco os problemas cotidianos. Uma bela estória, uma boa fotografia
e atores que deram conta do recado.
Tudo
começa em 1914, Joey, um potro com um sinal em forma de cruz no
focinho, é vendido ao exército e enviado à Europa, onde se
desenrola a Primeira Guerra Mundial. Entregue a um oficial, o animal
se torna um cavalo de batalha, testemunhando o horror do conflito na
França. A coragem de Joey toca os soldados, enquanto o cavalo sofre
pela ausência de Albert, o filho do fazendeiro que ele deixou para
trás.



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